segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Jack,o estripador




    Num período de cerca de 70 dias, entre agosto e novembro de 1888, cinco prostitutas foram mortas violentamente no bairro de Whitechapel, em Londres. O modus operandi do assassino era evidente no corpo das vítimas: as mulheres eram mutiladas no rosto, no abdômen e nos genitais, além de apresentar cortes profundos no pescoço e ter os os órgãos removidos.

    As mutilações ficaram mais intensas a cada ataque: o estripador não removeu nenhum órgão da primeira vítima, arrancou o útero da segunda, mutilou a face e retirou útero e rins da quarta e, além de dilacerar o corpo e o rosto da quinta prostituta, arrancou-lhe todos os órgãos internos. A única exceção aconteceu na terceira investida. Elizabeth Stride foi encontrada com apenas um corte no pescoço, indicando que Jack provavelmente tenha sido interrompido durante a execução.

    Outros seis ataques aconteceram na mesma área, mas a polícia classificou todos eles como parte dos "assassinatos de Whitechapel", outro famoso caso de homicídios em série na época. As investigações envolveram vários policiais, que colheram depoimentos de mais de 2 mil cidadãos. Além disso, mais de 300 pessoas foram investigadas como suspeitas e 80 delas foram detidas para interrogatório.

    A insatisfação popular pela falta de resultados da investigação motivou a formação do Comitê de Vigilância de Whitechapel. Esse grupo de civis começou a se intrometer nas investigações, patrulhando ruas em busca de suspeitos e contratando detetives particulares para interrogar testemunhas.

    O estripador escreveu três cartas, mas acreditava-se que duas delas tenham sido forjadas por jornalistas para aumentar a popularidade dos crimes. A mais famosa, intitulada Do Inferno, foi parar nas mãos do líder do Comitê. Nas outras duas mensagens, o serial killer assinou como Jack, mas a escrita e o conteúdo eram incompatíveis com a carta original. As hipóteses mais difundidas sobre o perfil do matador indicavam que ele seria um morador do bairro ou um senhor de alta classe, médico ou aristocrata, que visitava Whitechapel nos fins de semana.

    A combinação da brutalidade nos assassinatos e da atenção dada aos ataques pelos jornais ajudou a tornar Jack, o Estripador, famoso mundialmente, mesmo com a precaridade dos meios de comunicação da época. O assassino virou um personagem lendário e aparece, até hoje, em obras de ficção, da literatura ao cinema, além de motivar passeios turísticos em Whitechapel. Em 2006, Jack foi eleito pelos leitores da revista BBC History como o pior britânico de todos os tempos.


Jack,o estripador





#Jane

Nenhum comentário:

Postar um comentário